quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Na tua ausência, na tua volta

Curioso alguém que fez tanto barulho na minha vida sair sem nem o ruído do bater da porta. Por tanto tempo quem foi tão presente, sutilmente foi se fazendo ausente. Por um tempo, teu nome não rolava pelo quarto antes de dormir. Por algumas semanas, a felicidade não tinha motivo de ser. Por vários dias, o sol não achava brechas nesse breu.

No tempo da tua ausência, tudo só estava vazio. Não entendi o porque não estava plenamente feliz. Agora, no teu retorno, as coisas fazem um pouco mais de sentido. Não adianta o resto dar certo, se tu não está do meu lado. Os dias não encaixam nas noites se não te fiz sorrir em algum momento.

Correr atrás do teu amor deveria ser esporte olímpico, tamanha a dificuldade. Por mais que eu me esforce, não sou o cara dos teus sonhos, não sou eu quem vai te levar ao altar, não vou ser o pai dos teus filhos, não posso ser o teu sonho. Tudo o que eu posso te oferecer é pouco perto de tudo que tu queres, do que mereces.

Ainda assim, não te quero longe. Se sair de fininho novamente, vai levar na mala tudo o que me faz bem. Confesso, algumas tristezas, mas que não pesarão quase nada comparadas ao resto. Prefiro que fique aqui, fazendo alarde nos meus devaneios, tirando o meu sono e, ainda assim, sendo a peça essencial do meu sorriso.

Das lembranças, poucas tristes. Dos erros, nenhuma culpa. Do amor, só a vontade. 

- C.G.