Minha mão sempre convidativa correu teu corpo. Tua boca sempre receptiva mostrou-se contente. Tuas pernas chamaram as minhas, discretamente. Teus braços fizeram-se ninho para a minha saudade.
A saudade de poucos dias pesavam como anos. Confesso ter pensado que nunca olharia dentro dos teus olhos, esperando ouvir a tua voz, deixar que o teu sotaque entrasse pelo meu ouvido e chegasse a minha boca, fazendo-me sorrir. Tive medo de nunca mais ter teus beijos.
O quarto escuro, a cama de solteiro, as imagens religiosas e o relógio digital. Pensei que não haveria como existir romantismo ali. Estava enganado. Não existe lugar que, na tua presença, não se torne convidativo ao amor.
Deitei-me, abraçando-te. Senti o que os poetas chama de "ardor da paixão". Tinha que te sentir, precisava te tocar. Não fui cuidadoso ao deixar-me rastrear o teu corpo. Vi teu sorriso, pela luz fraca do relógio digital, que piscava incessantemente. Tuas pernas não demoraram a achar as minhas. Senti os teus braços correrem as minhas costas. Os nossos corpos estavam cada vez mais juntos, cada vez mais conectados um ao outro. As bocas encontraram-se, indicando então que este seria o nosso momento.
Movimentamo-nos tão naturalmente por aquela cama. Sentimo-nos tão suavemente em alguns momentos e tão vorazes em outros. Amamo-nos como se ama. Voltava então o sentimento que pensamos ter morrido.
-C.G.
domingo, 22 de dezembro de 2013
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Um texto curto e confuso sobre o "talvez"
Se a tua presença me machuca, a tua ausência me tortura. Não foi pouco o tempo que eu dediquei a ti, mas talvez não tenha sido o suficiente.
Talvez eu me arrependa do primeiro momento que te cumprimentei e logo ali fiquei apaixonado pelo teu jeito, por ti. Ou quem sabe o arrependimento more nos momentos que eu te deixei sozinho e nas escolhas que te machucaram direta ou indiretamente. Nem reparei no momento em que a tua palavra amiga se metamorfoseou em silêncio e raiva.
Eu devia ter te dado mais atenção ao que acontecia. Quem sabe não ter deixado alguns pedidos de lado. Ou fazer aquilo que nunca foi bom: perceber as coisas que te chateavam. De qualquer forma, as coisas já aconteceram.
Não entenda isso como um pedido de desculpas. Em nenhum momento minhas ações tinham como fim te machucar. As coisas aconteceram, eu aproveitei cada momento sem pensar que isso podia um dia vir a te machucar. Faltou, talvez, uma comunicação clara. Não agiria se soubesse que isso te levaria pra longe.
-C.G.
Talvez eu me arrependa do primeiro momento que te cumprimentei e logo ali fiquei apaixonado pelo teu jeito, por ti. Ou quem sabe o arrependimento more nos momentos que eu te deixei sozinho e nas escolhas que te machucaram direta ou indiretamente. Nem reparei no momento em que a tua palavra amiga se metamorfoseou em silêncio e raiva.
Eu devia ter te dado mais atenção ao que acontecia. Quem sabe não ter deixado alguns pedidos de lado. Ou fazer aquilo que nunca foi bom: perceber as coisas que te chateavam. De qualquer forma, as coisas já aconteceram.
Não entenda isso como um pedido de desculpas. Em nenhum momento minhas ações tinham como fim te machucar. As coisas aconteceram, eu aproveitei cada momento sem pensar que isso podia um dia vir a te machucar. Faltou, talvez, uma comunicação clara. Não agiria se soubesse que isso te levaria pra longe.
-C.G.
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Só mais um texto sobre a tua falta
Eu queria saber por onde começar. Quem sabe ter consciência do que está acontecendo agora. É verdade que amanha tu não vai mais estar no meu dia? É sério que não vou mais poder sorrir pra ti, da maneira mais envergonhada possível?
Tão estranho o corredor vazio, sem o teu barulho. Só a minha saudade não ocupa aquele espaço. O teu armário ainda tá ali, agora sem cadeado. Dentro dele não estão mais as tuas coisas, o vazio conseguiu chegar ali também.
As imagens me machucam. Aquele lugar me traz lembranças. Cada banco tem uma história, cada história abre um sorriso e deixa correr uma lágrima. Eu só não consigo entender que tu não vai mais estar naquela mesma mesa com os teus amigos. Não vou poder entrar lá, sentar afastado e volta e meia olhar pra ti, te ver sorrir, me assegurar de que tu está feliz.
Quantos momentos eu quis só largar as coisas e ir te abraçar, dizer que sentia a tua falta. Não conseguimos só a amizade. Sempre que sento do teu lado, quero pegar a tua mão, quero te abraçar, quero a nossa vida de volta.
Te espero.
Tão estranho o corredor vazio, sem o teu barulho. Só a minha saudade não ocupa aquele espaço. O teu armário ainda tá ali, agora sem cadeado. Dentro dele não estão mais as tuas coisas, o vazio conseguiu chegar ali também.
As imagens me machucam. Aquele lugar me traz lembranças. Cada banco tem uma história, cada história abre um sorriso e deixa correr uma lágrima. Eu só não consigo entender que tu não vai mais estar naquela mesma mesa com os teus amigos. Não vou poder entrar lá, sentar afastado e volta e meia olhar pra ti, te ver sorrir, me assegurar de que tu está feliz.
Quantos momentos eu quis só largar as coisas e ir te abraçar, dizer que sentia a tua falta. Não conseguimos só a amizade. Sempre que sento do teu lado, quero pegar a tua mão, quero te abraçar, quero a nossa vida de volta.
Te espero.
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
"You'd know how the time flies, only yesterday was the time of our lives..."
Te vejo virar as costas. Não sei se vou te ver de novo e nem tenho certeza se te disse tudo que eu queria dizer.
O futuro te aguarda distante de mim, pra nossa infelicidade. Vai livre e aberto pro que te aguarda, é lindo, eu tenho certeza. Não olha pra trás, esquece os meus olhos que choram, não tenta pensar em como o meu coração vai estar. Não te prende ao hoje, voa para o amanha sem nenhum medo.
Quem sabe um dia, em um aeroporto, esquina, mercado ou uma rua qualquer, não nos encontramos? Vou querer saber da tua nova família, vou querer ver a foto dos teus filhos, vou querer teu número de telefone. Passaremos horas conversando, lembrando de como eram as coisas, do quão bobas eram nossas brincadeiras, do nosso amor tão inocente.
Não vou negar nunca que aprendi muito contigo. As coisas que me ensinaste não caberiam em uma sala de aula, estourariam as páginas de um livro e não seriam tão bem entendidas em um filme. As pessoas dizem que só se aprende sobre a vida vivendo o que elas nos proporciona. Entendi isso quando comecei a viver, segurando a tua mão pela primeira vez.
As nossas juras de amor vão ir embora com cada chuva ao lado de outro alguém. Meu nome pode sumir da tua cabeça por uns tempos, quando outros sorrisos ocuparem o espaço do meu. Outros tempos estão por vir, outras pessoas chegarão. Mas, apesar de tudo isso, sempre que lembrar de ti, vou sorrir.
Quantos momentos felizes, quantos sorrisos. Quanta felicidade tu me proporcionou, meu primeiro amor. Não importa quantas pessoas apareçam em nossas vidas, serei sempre o teu, assim como será sempre o meu, primeiro namorado.
O tempo passa, temos que lidar com isso. A vida fica difícil, acabamos sendo obrigados a nos afastar. Mas prometo, por tudo que me é mais valioso, que eu vou sempre lembrar de ti.
-C.G.
O futuro te aguarda distante de mim, pra nossa infelicidade. Vai livre e aberto pro que te aguarda, é lindo, eu tenho certeza. Não olha pra trás, esquece os meus olhos que choram, não tenta pensar em como o meu coração vai estar. Não te prende ao hoje, voa para o amanha sem nenhum medo.
Quem sabe um dia, em um aeroporto, esquina, mercado ou uma rua qualquer, não nos encontramos? Vou querer saber da tua nova família, vou querer ver a foto dos teus filhos, vou querer teu número de telefone. Passaremos horas conversando, lembrando de como eram as coisas, do quão bobas eram nossas brincadeiras, do nosso amor tão inocente.
Não vou negar nunca que aprendi muito contigo. As coisas que me ensinaste não caberiam em uma sala de aula, estourariam as páginas de um livro e não seriam tão bem entendidas em um filme. As pessoas dizem que só se aprende sobre a vida vivendo o que elas nos proporciona. Entendi isso quando comecei a viver, segurando a tua mão pela primeira vez.
As nossas juras de amor vão ir embora com cada chuva ao lado de outro alguém. Meu nome pode sumir da tua cabeça por uns tempos, quando outros sorrisos ocuparem o espaço do meu. Outros tempos estão por vir, outras pessoas chegarão. Mas, apesar de tudo isso, sempre que lembrar de ti, vou sorrir.
Quantos momentos felizes, quantos sorrisos. Quanta felicidade tu me proporcionou, meu primeiro amor. Não importa quantas pessoas apareçam em nossas vidas, serei sempre o teu, assim como será sempre o meu, primeiro namorado.
O tempo passa, temos que lidar com isso. A vida fica difícil, acabamos sendo obrigados a nos afastar. Mas prometo, por tudo que me é mais valioso, que eu vou sempre lembrar de ti.
-C.G.
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