sábado, 14 de junho de 2014

Para aquele que não tem nome

Vendo aqui de fora, somos perfeitos um para o outro. Tuas características caem tão bem nos meus desejos. Meu jeito perdido te faz rir. Teu ser meigo me alegra.

Eu sei que quero viver uns mil anos. E também sei que quero acordar em todos eles com um beijo teu. Quero que a tua voz, desafinada até para falar, me dê um “bom dia” todas as manhãs. Que eu precise sair dos teus braços nada atléticos ao abrir os olhos. Até que o teu chinelinho de pelúcia esteja juntinho do meu ao pé da nossa cama.

Prometo nem reclamar da roupa suja no chão do banheiro (até porque dificilmente eu perceberia). Deixa que eu faço a nossa comida, desde que não reclames que confundi o açúcar com o sal (mais uma vez). Lavo as roupas, só não me julgue por misturar as cores (e deixar de molho na água sanitária). Eu posso tentar organizar a casa, mas sabe como é, tenho aquele leve problema de esquecer onde escondo (esconder sim, porque eu não guardo) as coisas.

Até te sustentaria se eu não fosse viver da minha arte. Devo-te (figurada e literalmente) financeiramente, mas prometo compensar com versos fofos e uma boa comédia romântica na sexta-feira.

Mesmo que eu não feche com o teu par perfeito, ainda que eu não tenha nada além de mim para oferecer, apesar de eu não ser tanta coisa assim, sei que tu quer estar comigo. Traz a tua escova. Senta em uma cadeira para eu te cantar uma música brega. Deixa eu adivinhar qual é o idioma que te seduz. Permita que eu seja o melhor erro da tua vida.

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